A origem da Páscoa


Por Marcelo Cypriano
 Festa original simboliza a passagem bíblica em que o anjo da morte poupou os primogênitos judeus no Egito, mas ganhou novo significado para os cristãos




“Pela fé celebrou a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor
dos primogênitos lhes não tocasse.”
Hebreus 11:28

Para os cristãos, a Páscoa é a celebração da ressurreição de Jesus, comemorada no fim do primeiro quadrimestre de cada ano. Na mesma época, os judeus comemoram a sua Páscoa, o Pessach – ou Passover, para as culturas anglófonas. É comum muita gente pensar que a festa celebra a passagem dos hebreus pelo deserto rumo à Terra prometida, como narrado em Êxodo. Porém, o verdadeiro significado da data é lembrar a passagem bíblica em que, em uma das pragas infligidas contra o Egito, Deus envia um anjo que mataria todos os primogênitos do Egito, mas pouparia os das famílias judias que marcassem as portas de suas casas com sangue de um cordeiro sacrificado. A ordem divina previa que o fato fosse comemorado após aquele ano, para sempre:

“E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR.

E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito.

E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.”

Conexão com a própria história
O chefe da família respondia a perguntas feitas pelo membro mais novo da mesma a já ter entendimento, capaz de falar. O pequeno indagava, após ensaio, sobre as principais passagens da saída do cativeiro egípcio, em uma espécie de entrevista, e o “entrevistado” contava toda a história, com a atenção de todos os presentes. Graças eram dadas a Deus com taças (sempre novas) de vinho, e o pão ázimo era a única coisa comida na semana seguinte (a Festa dos Pães Ázimos) – o costume mudou para algumas correntes judaicas, e alguns evitam somente o fermento, não restringindo tanto a dieta.
Hoje, os judeus que não têm tempo para fazer os pães ázimos costumam comprá-los prontos, geralmente de padarias, mercearias e supermercados devidamente certificados pelos rabinos. Em Israel e em comunidades judaicas ao redor do planeta, judeus pobres recebem as cestas de Pessach, para que não fiquem sem realizar a ceia. Também é comum que os primogênitos jejuem na véspera do Sêder, lembrando os filhos poupados na praga egípcia. Os alimentos fermentados podem ser guardados, ao invés de jogados fora, como se, simbolicamente, tivessem sido vendidos a não judeus – e após as festas, podem ser consumidos normalmente.
O principal intuito da festa, além da adoração a Deus, é religar o povo judeu todos os anos à sua própria história, sua liberdade. No âmbito cristão, a liberdade também dá o tom: Jesus, ressuscitado, libertou aqueles que estavam em poder do pecado, desligados de Deus.
 JESUS RESSUSCITOU ELE NÃO SE ENCONTRA MAIS AQUI.. ESTÁ VIVO!!! ESPERANDO CADA UM DE NÓS ENTREGAR A SUA VIDA A ELE.. E RECONHECER QUE PRECISA DELE... E DE SUA MISERICÓRDIA INFINITA..

Um comentário:

Gracita disse...

Oi minha amiga querida!
Arrasou na qualidade e conteúdo deste texto maravilhoso. Desejo Que a páscoa renasça em seu coração e você comungue sentimentos puros de amor, fraternidade e carinho. Que a páscoa seja uma celebração da vitória pela ressurreição e uma vida realmente nova aconteça a cada novo amanhecer. Que a comunhão do amor e a paz sejam abundantes em teu cooração e Cristo permaneça vivo em tua vida. Que Jesus ilumine teus caminhos para que a felicidade seja uma constante nas veredas da tua existência. Uma feliz e abençoada páscoa para você e sua família.
Beijos de chocolate recheados com carinho e afeto
Gracita